Analisando os sites zerohora.com e jornaldobrasil.com.br, partindo do princípio Mcluhaniano de que o meio é a mensagem, penso que o conteúdo do jornal impresso não está bem representado enquanto mensagem do meio edição eletrônica, que é aquela tecnologia que nos permite brincar de folhear o jornal, bem como se estivessemos com ele na mesa do café, no banheiro ou no ônibus. Mudo de opinião quanto a versão html, aquela mais conservadora, que oferece ao usuário as matérias, editoriais, colunas, fotos e charges da versão impressa como um menu, onde, clicando no link da informação desejada, esta surge na tela, e se quisermos nos aprofundar, vários links nos remetem a edições anteriores, desdobramentos do assunto em tempo real, etc. Esta versão me parece mais próxima, ainda que distante do ideal, daquilo que a web pode oferecer como jornalismo online.
Falando da edição eletrônica, ou flip, em primeiro lugar, não acredito que uma pessoa possa criar o hábito da leitura da edição eletrônica de qualquer um desses veículos. A primeira impressão que se tem ao acessar estas versões é até empolgante, por se tratar de uma proposta inteiramente nova, e o usuário logo imagina a sensação futura de estar folheando um jornal com o mouse. Até dá pra se impressionar com a verossimilhança das páginas, com a qualidade das imagens e dos anúncios, ou quem sabe imaginar um jornal impresso no tamanho como a versão eletrônica se apresenta primeiramente na tela.(continua…)